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Dez roteiros em Pernambuco, pleno de história e arte, praia e sol

Faltando menos de dois meses para as férias de final de ano, aqui vai um guia para orientar seus caminhos no verão nordestino. Começamos a série por Pernambuco, que tem 10 letras e por isso a gente traz pra você um roteiro com 10 dicas. A gente começa, claro, pela história.

 


Recife e Olinda

Não faltam motivos para visitar as cidades-irmãs, que fazem aniversário no mesmo dia, 12 de março. A primeira, capital do Estado, tem belezas naturais e arquitetônicas únicas, pelo próprio recorte da cidade - formada por três ilhas, e por isso cheia de pontes, manguezal e bacias de rios. Uma das melhores formas de desvendar o Recife é, por isso, mesmo, num agradável passeio de barco ou catamarã pelo Rio Capibaribe.


Imperdível também é “bater perna” como se diz por lá, pelas ruas do Bairro do Recife, visitando museus como o Cais do Sertão e o Paço do Frevo, ou ainda conferindo a programação da Caixa Cultural. Na Rua do Bom Jesus, destaque para a Sinagoga Kahal Zur Israel para aprender sobre um pedaço importante da história local. Vá até a Praça do Arsenal, peça um maltado e curta a vista da Torre Malakoff e, se for domingo, o burburinho da tradicional Feira do Bom Jesus. Só não ouse ir embora sem tirar a foto clássica no Marco Zero da cidade, foi ali que o artista plástico Cícero Dias viu “o mundo e ele começava no Recife”.



Um pouco mais ao norte, a irmã Olinda encanta com vários outros atrativos. Tem museu também, mas de arte sacra e do mamulengo; tem boneco gigante famoso, como o Homem da Meia Noite, e a vista mais linda do mundo: “Oh, linda situação para se construir uma vila!”, teria dito o português Duarte Coelho nos idos de 1535. Hoje, este mirante natural é o Alto da Sé, um dos lugares de visita obrigatória. Se for em fevereiro, prepare-se para disputar espaço com um mundo de gente que corre atrás das orquestras, no vai e vem dos blocos de Carnaval.


E não só ali; é bloco para todo lado pelas ladeiras. Olinda foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela Unesco, e é terra de boa comida e de arte. Dezenas de ateliês espalham-se pela Cidade Alta, oferecendo os mais variados trabalhos. É ainda lugar de muita reza, nos templos históricos como o Mosteiro de São Bento e o Convento do Carmo, ou mesmo no Terreiro de Xambá, reduto sagrado do candomblé. A vida noturna é animada, com muitos bares e restaurantes, provando que o equilíbrio entre o sagrado e o profano garante a melhor viagem.

 

Jaboatão dos Guararapes

Jaboatão dos Guararapes é outra cidade histórica em Pernambuco que muitas vezes escapa aos holofotes, mas que revela um rico legado cultural e natural. Esta cidade encantadora, vizinha da capital Recife, é um tesouro para os amantes da história e da natureza. Em Jaboatão, a atmosfera é impregnada de um passado que remonta à colonização portuguesa, refletida em igrejas centenárias e casarios preservados. Destaca-se a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, um ícone arquitetônico que conta histórias do período colonial.


Imagem: Jean Paulo de Souza Henrique/Wikipedia
Imagem: Jean Paulo de Souza Henrique/Wikipedia

Além disso, o município abraça suas raízes indígenas, com o nome Guararapes sendo uma homenagem a uma batalha épica ocorrida nas proximidades. A cidade também é abençoada pela natureza, com praias exuberantes, como Piedade e Candeias, que oferecem cenários deslumbrantes para relaxar à beira-mar.


A preservada Mata do Zumbi, uma área de preservação ambiental, proporciona trilhas fascinantes para os amantes da natureza. Jaboatão dos Guararapes é um destino que equilibra harmoniosamente a riqueza histórica com a beleza natural, proporcionando uma experiência autêntica e enriquecedora aos viajantes que exploram suas ruas antigas e seus encantos naturais.


Caruaru

Mesmo não sendo época de São João, descubra a autenticidade histórica de Caruaru, uma das pérolas culturais de Pernambuco. Conhecida como a “Capital do Forró”, a cidade não apenas celebra sua rica herança musical, mas também ostenta um charmoso centro histórico. Casarões coloniais, como o Museu Luiz Gonzaga, e a imponente Catedral de Nossa Senhora das Dores contam a história da região. 


Na Feira de Caruaru, uma das maiores do Brasil, absorva a vibrante energia local. Em cada esquina, a tradição se mistura à modernidade, proporcionando aos visitantes uma experiência única no coração cultural de Pernambuco.



Petrolina

Petrolina é um tesouro histórico às margens do Rio São Francisco. Além de suas paisagens exuberantes, a cidade revela um passado fascinante. Seus casarios coloniais e igrejas centenárias, como a Catedral de Aparecida, testemunham a evolução ao longo dos anos. 

O Museu do Sertão preserva a rica cultura local, exibindo artefatos históricos. Atravessando a Ponte Presidente Dutra, conectando Petrolina a Juazeiro, na Bahia, o visitante se depara com um panorama magnífico. Explore essa pérola do sertão pernambucano, onde história e beleza natural se entrelaçam de maneira inesquecível.


Ipojuca 

Ipojuca, pérola do litoral sul de Pernambuco, destaca-se como um destino encantador que combina história, praias paradisíacas e uma rica cultura local. Conhecida por abrigar a famosa Praia de Porto de Galinhas, eleita diversas vezes como uma das mais belas do Brasil, Ipojuca atrai visitantes em busca de águas cristalinas, piscinas naturais e recifes de coral.

Além do esplendor natural, Ipojuca guarda vestígios históricos que remontam ao período colonial. O Centro Histórico preserva igrejas seculares e construções antigas, como a Igreja Matriz de São Miguel, que revelam a herança cultural da região.


A atmosfera descontraída do município se estende também à Vila de Porto de Galinhas, onde a vida noturna e a gastronomia local proporcionam experiências autênticas. As jangadas coloridas e os artesanatos típicos completam o charme desse destino, onde cada rua parece contar uma história única.


Porto de Galinhas é um dos poucos destinos do Brasil a oferecer um combo perfeito. O passeio de jangada para mergulhar com os peixinhos nas piscinas naturais é feito na maré baixa, mas é só perguntar na recepção do hotel e acertar o horário. O trajeto na jangada é curto, as piscinas ficam próximas da orla e a sua preocupação vai ser mesmo levar snorkel e os óculos e curtir a experiência.


Outro passeio imperdível é o de buggy, que percorre de ponta a ponta as praias do município de Ipojuca (Porto de Galinhas é só uma delas!), podendo explorar até a cidade vizinha, Cabo de Santo Agostinho. Mas ficar só em Porto já é uma delícia: de Muro Alto a Serrambi tem muita praia gostosa para caminhar, tomar banho de mar, surfar, praticar mergulho autônomo... ou apenas apreciar o pôr do sol, programa obrigatório no Pontal de Maracaípe.


Lá também rola o passeio da Rota dos Cavalos-Marinhos, que permite observar o animal em seu habitat natural. Uma última dica antes da próxima parada: a Vila de Porto é uma graça, cheia de lojinhas, bares e restaurantes. Vale a pena deixar o conforto do hotel à noite e conferir o agito por lá.


Ipojuca, com seu equilíbrio entre passado e presente, oferece aos viajantes uma jornada que vai além das praias deslumbrantes, proporcionando uma imersão na cultura pernambucana e uma escapada inesquecível ao coração do Nordeste brasileiro.



Gravatá

Escondida no agreste pernambucano, Gravatá é uma das cidades históricas em Pernambuco que oferece aos visitantes uma experiência única entre montanhas e vales. Com seu clima ameno e paisagem exuberante, Gravatá se destaca como um refúgio charmoso, enraizado em uma rica tradição histórica.


O Centro Histórico de Gravatá é marcado por casarões coloniais preservados, revelando a influência da colonização portuguesa. Ruas de paralelepípedos e praças tranquilas convidam os viajantes a explorar a pé, descobrindo encantos em cada esquina. A Igreja Matriz de Sant’Ana, com sua arquitetura imponente, é um ícone que remonta ao século XVIII, testemunha silenciosa do passado da cidade.


Imagem: Américo Nunes - Flickr
Imagem: Américo Nunes - Flickr

Além do seu patrimônio histórico, Gravatá é conhecida pelos seus festivais culturais, destacando a música e a gastronomia regional. A Feira de Gravatá é um verdadeiro espetáculo de cores e sabores, onde artesanato local e produtos típicos enchem os olhos e as mesas dos visitantes.


Gravatá é, assim, uma escapada encantadora para aqueles que buscam uma combinação de história, cultura e natureza exuberante, transformando cada visita em uma jornada memorável pelo interior de Pernambuco.


Tamandaré

Explore a autenticidade histórica de Tamandaré, tesouro costeiro de Pernambuco. Além de suas praias paradisíacas, a cidade preserva um passado fascinante. O Forte de Santo Inácio, construído no século XVII, é uma testemunha silenciosa da história colonial. 


À sombra de coqueirais, descubra o charme de casarios e igrejas que ecoam séculos de tradição. Tamandaré é mais que um refúgio litorâneo, é um portal para a riqueza cultural de Pernambuco. Em cada esquina, a história se desdobra, oferecendo aos visitantes uma experiência cativante que transcende o horizonte azul do oceano.


São José da Coroa Grande

Além de suas praias paradisíacas, a cidade de São José da Coroa Grande, quase na fronteira com Alagoas, revela um passado marcante. Casarios coloniais e a Igreja de São José, erguida no século XVIII, contam as histórias silenciosas do Brasil colonial. Passeie pelo Centro Histórico, onde cada rua é um convite a uma viagem no tempo.


Em cada esquina, a autenticidade resplandece, oferecendo aos visitantes uma imersão única na herança cultural de Pernambuco. São José da Coroa Grande, onde o presente abraça o passado, convida a uma experiência enriquecedora no litoral histórico brasileiro.


Ilha de Itamaracá

Descubra a encantadora Ilha de Itamaracá, cantada em versos pelo inesquecível Reginaldo Rossi. Além de suas praias paradisíacas, a ilha abraça um rico passado cultural. As ruínas do Forte Orange, erguido no século XVII, contam histórias de resistência e colonização. O Centro Histórico exibe casarões e igrejas que ecoam séculos de tradição. Itamaracá é um convite a explorar o Brasil colonial entre coqueirais e águas cristalinas. 


Em cada canto, a história se revela, proporcionando uma jornada única na herança cultural pernambucana. Itamaracá, onde o presente se mistura com o passado, convida a uma experiência enriquecedora na costa brasileira.

 

Mar e sol

Se é praia o que você busca, Pernambuco tem 187 km de litoral para te oferecer. Além dos badalados Porto de Galinhas e Fernando de Noronha, tem muita orla bonita para desvendar em destinos como Tamandaré, São José da Coroa Grande e Cabo de Santo Agostinho, por exemplo, todos no Litoral Sul do Estado. São praias como a bela Carneiros (em Tamandaré), já famosinha nacionalmente e que atrai muitos visitantes, preservando o seu charme natural de coqueiral, igrejinha na beira da praia, paisagem bucólica, pousadas pé na areia.


O encontro do mar com o rio torna a região ainda mais especial e traz a possibilidade de fazer deliciosos passeios de barco e catamarã para a ilhota formada na maré baixa, para ver o mangue nos arredores e até para experimentar um inusitado banho de argila, já na margem oposta, no Pontal de Guadalupe (Sirinhaém).


Imagem: Praia dos Carneiros (Vanessa Lima)
Imagem: Praia dos Carneiros (Vanessa Lima)

No quesito das praias imperdíveis, está ainda São José da Coroa Grande, onde as piscinas naturais ganham um nome peculiar: coroas. E daí se origina o nome da região. Em São José, a bola da vez é a Praia de Gravatá, antiga região privativa, que foi aberta para o público em geral e ganha beach clubs e restaurantes, convidando a curtir um dia inteiro de atividades ou só relaxamento na paisagem paradisíaca. O Litoral Sul guarda ainda o Cabo de Santo Agostinho, mais próximo do Recife, e que reserva a areia branquinha e convidativa da Praia de Suape e a baía de Calhetas, com pedras imensas, tirolesa e bares, para curtir um animado dia de sol.

 

Na direção oposta do litoral pernambucano, o Litoral Norte reserva recantos como a Ilha de Itamaracá (da música: “...esta ciranda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá”, lembra?) e a Coroa do Avião, já no município de Igarassu. A região, aliás, é uma espécie de “tríplice fronteira” pernambucana: o encontro do Rio Timbó com o mar delimita os limites de Paulista (com o Pontal de Maria Farinha), Igarassu (Praia do Capitão) e da Ilha de Itamaracá. Esse miolinho é um dos principais polos de turismo náutico do Nordeste, oferecendo a possibilidade de passeios de barco, lancha, catamarã, jet ski e caiaque, só para citar algumas das opções disponíveis nos beach clubs e marinas da área.


Igarassu conta também com um aeródromo, o que garante a oportunidade de ver toda essa belezura do alto e, para quem busca emoções mais fortes, até de praticar paraquedismo! Com toda esta atividade, se a fome bater, não titubeie e siga para Itapissuma, do outro lado da ponte que une a ilha ao continente, e saboreie a tradicional Caldeirada. O prato é, sem dúvida, uma das tradições culinárias do Estado.


Se a intenção é unir a curtição de sol e mar com uma boa dose de história, além de Itamaracá, que tem O Forte Orange e a Vila Velha, e de Igarassu, com um conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo Iphan, vale dar uma esticada até Goiana, um pouco mais acima, já na fronteira com a Paraíba. Com seis praias, ao longo dos 18 km de orla do município, a cidade preserva um dos mais valiosos sítios históricos do Estado, com igrejas construídas no século 17, hoje tombadas. Vários monumentos religiosos foram restaurados pelo Iphan e podem ser visitados.

 

Noronhe-se

Fernando de Noronha é, sem dúvida, um dos destinos mais desejados do mundo. De uma beleza natural fora do comum, o arquipélago recebeu o justo reconhecimento da Unesco, em 2001, como Patrimônio Mundial Natural. E se a gente tiver que citar pelo menos um motivo para toda esta reverência, aqui está: a Baía do Sancho já foi declarada por seis vezes como a melhor praia do planeta pelo TripAdvisor.


Mas tem muito mais coisa linda e divertida para fazer por lá, além de contemplar e mergulhar nas águas transparentes e quentes do Sancho: tem o Morro Dois Irmãos, o Morro do Pico, a Praia do Leão, de um azul intenso; a Praia do Meio com pôr do sol inesquecível, o Mirante do Boldró, os golfinhos, que acompanham os barcos; a canoa havaiana, a bicicleta aquática, passeio de escuna, a oportunidade de praticar mergulho autônomo em um dos melhores destinos do mundo para esta prática e alguns dos restaurantes e pousadas mais exclusivos do Brasil. Noronha é um paraíso e, sem dúvida, está no rol das experiências mais especiais que você pode vivenciar no Brasil.

 

Imagem: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco
Imagem: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O sertão

Mas não é só praia de mar que Pernambuco tem para oferecer. No outro extremo do Estado, em pleno Sertão, as praias fluviais, banhadas pelo Velho Chico, podem garantir a você a experiência mais inusitada da sua vida. Em que outra parte do Brasil você vai ter a chance de mergulhar numa Catedral Submersa, se não em Petrolândia? Ou ainda aproveitar uma boa praia de rio com estrutura de restaurantes, como na Ilha do Rodeadouro, em Petrolina? Nos dois municípios, não faltam ótimas opções de passeios de barco e catamarã, além de paisagens deslumbrantes. Lembre de levar pro passeio uma garrafa de um legítimo espumante do Vale do São Francisco, tido como dos melhores do Brasil.

 


Tem muita opção no País Pernambuco para quem curte turismo de aventura e ecoturismo, em cidades como Bonito, São Benedito do Sul, Buíque e Gravatá, por exemplo. Tem cachoeiras com rapel e tirolesa, arvorismo, trilhas a pé e de quadriciclo e até voo de balão que podem ser feitos por viajantes iniciantes na adrenalina e também pelos mais experientes.


Um dos lugares mais especiais neste sentido, é o Vale do Catimbau, parque nacional com mais de 60 hectares e que guarda o segundo maior sítio arqueológico do Brasil, com pinturas rupestres de mais de seis mil anos. A porta de entrada para este paraíso arqueológico é o município de Buíque, a 279 km do Recife. Tudo é muito simples, com pousadas e restaurante rústicos. Luxo mesmo é avistar a imensidão dos cânions e do chapadão de dia e, ao cair do sol, mergulhar na noite mais estrelada do Agreste.

 

2026 é bem ali

Festa boa é aquela sem hora para acabar, não é mesmo? Então até no fim do ano, tem agito. Na terra dos altos coqueiros (salve a terra dos altos coqueiros!, diz o Hino de Pernambuco), as festas de dezembro são movidas a pastoril, reisado e queima da lapinha no Natal, e a muita música até o sol raiar no Réveillon.


Desde o fim de novembro, as cidades de Garanhuns e Gravatá se vestem com luzes, montam árvores coloridas e promovem corais e apresentações natalinas, até mesmo nos ares. Para a virada do ano, os destinos mais pedidos são o Recife, com queima de fogos e shows na Praia de Boa Viagem, e Porto de Galinhas, com festa em Maracaípe, além da Praia de Carneiros, em Tamandaré. É Réveillon pé na areia, com muitos shows até o amanhecer do dia 1o.


Fernando de Noronha é um caso à parte para a noite da virada. O Réveillon na ilha está entre os mais famosos do Brasil e é certeza de lotação máxima e festas até o raiar do dia. Animou-se para ir? Então se organize antecipadamente porque, como a gente diz por aqui, “não dá para quem quer”.

 

E o carnaval??? 

Pernambucano é povo festeiro, então se prepare para celebrar muito e curtir eventos de rua e espetáculos e festas pagas durante todo o ano. A brincadeira começa no Carnaval, considerado um dos maiores do Brasil e que se espalha por todo o Estado, da capital ao Sertão.

Para você ter uma ideia, os famosos bonecos gigantes, que fazem a folia em Olinda e no Recife, são tradição sertaneja, acredita? O Homem da Meia-Noite e a Mulher do Dia, talvez os dois mais famosos exemplares do Carnaval olindense, têm como “avós” o casal Zé Pereira e Vitalina, criados na pequena Belém de São Francisco, a quase 500 km de distância da capital. Isso foi há mais de cem anos, em 1919, e de lá para cá, a família dos gigantes só cresceu. Hoje, há museus no Recife e em Olinda, que exibem dezenas de bonecos. Personagens, aliás, são uma tradição do Carnaval pernambucano e várias cidades contam com os seus. Em Bezerros, são os papangus; em Pesqueira, os caiporas; em Triunfo, os caretas, e em Nazaré da Mata, os caboclos de lança, que ganham as ruas e desfilam suas fantasias, que identificam o Carnaval de cada região.

 

Turismo rural

Longe da praia e da adrenalina dos esportes de aventura, o interior pernambucano reserva ótimas surpresas, especialmente na Zona da Mata e no Agreste. A primeira região, que se espalha pelo Norte e Sul do Estado, guarda todo o legado da civilização do açúcar, dos engenhos e usinas de cana-de-açúcar, com as tradicionais casa-grandes e demais ambientes que compunham as engrenagens dessa indústria que reinou na colonização do Brasil – Pernambuco tem é história, né?.


Muitas dessas unidades permanecem preservadas, em regiões como Nazaré da Mata, Carpina e Vicência, e algumas foram transformadas em charmosas pousadas, permitindo viver a experiência da vida no campo em propriedades muitas vezes históricas. Mas não é só o passado açucareiro que alimenta o turismo rural no Estado. Em cidades como Gravatá e Sairé, por exemplo, cavalgar, andar de charrete e tomar o leite tirado da vaca na hora são o que mais agrada aos visitantes. Não faltam hotéis-fazenda na região para relaxar e curtir um pouco desse clima do campo.

 

Gastronomia

Do bolo de rolo do Recife à tapioca de Olinda; do bode assado de Petrolina às fritadas de Igarassu, passando pelo xerém com galinha guisada da Feira de Caruaru e pelo alfenim de Agrestina. Do litoral ao Sertão, Pernambuco é uma festa de sabores e mergulhar neste festival de delícias é, sem dúvida, a melhor forma de conhecer também sobre a cultura e a história do Estado.


Quer um exemplo? O pirão do cozido pernambucano, legítimo prato de resistência, feito com o caldo quente onde são cozidas carnes e legumes, tem inspiração direta na açorda portuguesa, feita com pão. Outro: a doçaria local, que rendeu além das compotas variadas de frutas, bolos como o tradicional Souza Leão, tem ligação direta com o ciclo da cana-de-açúcar. Cada colherada levada à boca, cada bocado da comida servida nas mesas pernambucanas trazem muito da herança deixada pelos colonizadores, povos originários e da cultura negra. Já ouviu falar no Nêgo Bom? Ouça aqui em nossos podcasts..


Da comida mais simples à mais sofisticada, um roteiro gastronômico deve incluir os bares no centro histórico de Recife e no bairro São José.


*Com informações da Empetur, página oficlal do Governo de Pernambuco

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